Pular Navegação (s)

A Oficina Raquel existe desde 2006, e, desde então, vem se afirmando como uma editora independente, comprometida especialmente com literatura e pensamento. Damos muita atenção à dimensão política do pensar, sem que, com isso, assumamos qualquer proselitismo; somos, de qualquer modo, democratas com muita convicção, e é nisso que se baseia nossa ética mais profunda. Transitamos, portanto, pelas veredas por que transitamos: a literatura e o pensamento, com suas muitas, imensas, largas derivas.

Como entendemos literatura? Como espaço privilegiado de atenção à linguagem como componente da coisa humana. Como arte, salvação de almas sem salvação. Como alimento para corpos e outras superficialidades e profundezas das gentes.

Como entendemos pensamento? Como uma aventura de questionamentos críticos do real, dos reais. Como rebeldia e inaceitação. Como radiografias do contemporâneo, investidas em muitas de suas possibilidades de leitura. 

Ou seja, se nossa origem é a poesia, seguimos editando versos como modo de entrada no mundo e revoluções pequenas, mas sucessivamente explosivas. Mas publicamos outras ficções, curtas e longas, também a dramática, é claro, passando por textos ainda a definir. Nosso tempo é o contemporâneo, tempo único, radical, de leitura. Editamos, logo, desde textos clássicos, em verso, prosa ou palco, até novidades agudas − gostamos, aliás, especialmente de literatura portuguesa, mas gostamos de todas elas, mesmo porque literatura não tem nacionalidade, apesar de discuti-la.

Por gostarmos de pensar literariamente, gostamos também de pensar pela filosofia, pela crítica literária, pelo ensaio, enfim. É aqui que nosso prazer político adquire uma formatação mais direta, interventiva,